6 ago 2014

O mercado pet está se profissionalizando e as empresas familiares, que cresceram de forma desordenada, devem se atentar e investir em profissionalização ou, possivelmente, não sobreviverão à concorrência avassaladora instaurada no mercado.

Profissionalização: ainda há espaço para gestão familiar no mercado pet?

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por Equipe InVET Care

O mercado pet está se profissionalizando e as empresas familiares, que cresceram de forma desordenada, devem se atentar e investir em profissionalização ou, possivelmente, não sobreviverão à concorrência avassaladora instaurada no mercado com a chegada das grandes redes de petshops e clínicas veterinárias. Isso, sem falar da concorrência no ambiente online, que permite vendas com preços bastante atraentes.

No Brasil, há uma alta mortalidade das empresas familiares logo na primeira geração. Isso acontece devido à colocação dos interesses familiares acima dos da organização e pela não contratação de profissionais administrativos capacitados. Infelizmente, o amor do dono ao negócio e a vontade de que dê certo, perdem para a falta de conhecimento técnico e de perfil para geri-lo administrativa e financeiramente. Muitos donos insistem na manutenção do modelo familiar, porque, segundo eles, deu certo até hoje. Não negamos o mérito dos que obtiveram sucesso com a gestão familiar, mas há muitas empresas praticamente incontroláveis, beirando a falência, devido a esse modelo.

Desculpem o discurso apocalíptico, mas, muitas das empresas familiares, se não se estruturarem e profissionalizarem enquanto ainda estão bem, pararão por aqui, pois não sobreviverão em meio a tamanha competitividade e às grandes transformações da sociedade de consumo. A organização deve estar focada para entender e atender às novas necessidades do mercado consumidor. Afinal, quem dita as regras é o consumidor e não os desejos da família.

Atualmente, há cerca de oito milhões de empresas no Brasil. Dessas, 90% são familiares. De cada 100 empresas, somente 30 chegam à segunda geração da família e apenas cinco à terceira. Por isso, caro gestor, mantenha-se firme no propósito de profissionalizar a sua empresa, pois está fazendo o melhor para garantir a longevidade e o sucesso dela.

No dia a dia da consultoria, percebemos que muitos donos têm medo da estruturação, pois acham que perderão o controle dos seus negócios, ao terem o seu “poder” descentralizado. Nossa experiência na área demonstra que pouco adianta o conhecimento do dono, se ele não o dividir com a equipe. Dividir conhecimento integra e alinha a equipe. Aposte em uma liderança participativa! O talento da equipe, com habilidades diferentes e integradas, contribui para o sucesso da organização.

Sugerimos um coaching de transição para ajudar o dono/gestor na transição e definição do modelo que será implantado na empresa. O planejamento da profissionalização da empresa familiar deve acontecer gradativamente, pois exigirá empenho, desprendimento e capacidade de tomada de decisões lógicas, deixando de lado a emoção e até sentimentos/ ressentimentos familiares.

Muitos familiares negarão a necessidade do processo de organização por: medo de mudança, comodismo, falta de visão etc. Iniciado o processo, qualquer pequeno fracasso pode estimular essa pessoa a ficar ainda mais contra. Por esse motivo e por tantos outros, a presença do consultor é fundamental para a análise imparcial do contexto da empresa e para o redirecionamento das ações gerenciais focadas no cumprimento dos objetivos da organização e no aumento da rentabilidade.

Fechamos esse post com uma pergunta muito importante para a sua reflexão. Se a sua resposta for não, sugerimos que tome uma atitude rapidamente e repense o seu modelo de gestão.

Se precisar se ausentar por duas semanas da sua empresa, ela sobreviverá sem você?